Escrevo mais para mim que para alguém em especial... porque me reconheço no que escrevo e porque escrever faz parte de mim
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
"Talvez seja agora…"

3 de Dezembro de 2013, 23h15

Ann dirigiu-se de novo aos grandes salões, procurando Magie. Encontrou-a conversando com Matt – estaria, provavelmente, a explicar ao noivo o quão complicados eram aqueles meses para a empresa e o porquê “profissional” de Ann andar demasiado ocupada para lhe dispensar o tempo que merecia. Com pouca vontade de encarar o noivo, naquele momento, Annie colocou-se numa posição em que este não podia vê-la e fez sinais discretos a Magie para que a seguisse. Ouviu a amiga desculpar-se ao seu noivo, para a seguir se juntar a ela.

– Ele está bem? – Inquiriu Annie, quando já estavam afastadas de todos e subiam a enorme escadaria principal do hotel.

        – Bem, tirando o facto de que pensa que andas com outro e que já não queres casar com ele, sim, diria que está muito bem. – Respondeu Magie, com um pequeno sorriso.

Oh, caramba. Eu apenas… não estou em condições de estar com ele, agora. Magie… tu entendes-me. É claro que continuo a querer casar com ele. É só que… Ainda agora, quando falámos, eu nem via bem a cara dele… por momentos, até, pareceu-me ver a cara… do Alex.

        – Estás a tornar-te obsessiva, Annie. Essa tua paranóia de ligares àquela brincadeira de mau gosto não te vai levar a lado nenhum, muito pelo contrário. O facto de te estares a afastar gradualmente do Matt só vai fazer com que o percas e, consecutivamente, te sintas culpada por o teres feito sofrer e sofras também. Digo-te isto como amiga, Annie, mas a verdade é que ligas mais a um morto do que ao teu noivo! Desculpa a crueza das palavras, mas é o que parece.

Annie permaneceu com uma expressão neutra que não permitiu a Magie saber o que passava pela cabeça da amiga. No entanto, Magda compreendeu que Annie ainda julgava que a carta que recebera podia ser verdadeira.

Permaneceram uns minutos em silêncio, enquanto se dirigiam a um elevador de portas douradas. Após entrarem, Ann clicou no botão correspondente ao décimo oitavo andar.

        – Já agora, onde é que vamos? – Questionou Magda.

        – Vamos a uma pequena reunião com o anfitrião, o Aidan Kanishka. Talvez seja agora…

        E com esta estranha afirmação manteve-se em silêncio, aguardando, nervosa, que o elevador tilintasse com o vulgar e agudo som, indicando que haviam chegado ao último e parcamente iluminado andar do grandioso hotel.

O que te parece que a Annie quer dizer com aquela estranha afirmação? O que deve estar prestes para acontecer?


o que consta: ,

escrito por Palavreadora às 15:01
link do post | favorito

Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



quem é a escritora?
pesquisar
 
Janeiro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


capítulos recentes

Um ‘espirro’ do destino

O último dia

"Talvez seja agora…"

O Jantar

Indecisão

A segunda missiva

uma carta do passado

O e-mail

Dia 1 - quando os problem...

Prólogo

capítulos de outrora

Janeiro 2008

Novembro 2007

Setembro 2007

o que consta

todas as tags

favoritos

Sentir os sentimentos por...

Uma pitada de poesia...

A poesia do velho

Uma caixinha dos tesouros...

Palavreados aleatórios II...

Conclusão inegável

Palavreados aleatórios - ...

Palavreados aleatórios II...

outras leituras
blogs SAPO
subscrever feeds