Escrevo mais para mim que para alguém em especial... porque me reconheço no que escrevo e porque escrever faz parte de mim
Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Prólogo

Dezembro de 2013

Ann Claire Gauthier tinha 24 anos e estava noiva de Matthew Saunders há três meses. Não se podia dizer que ela tivesse a certeza absoluta do que estava a fazer, ao casar-se com um homem que conhecia há apenas nove meses, mas quem a visse e julgasse apenas pela bonita e bem cuidada aparência, suspeitaria apenas de que ela era uma mulher de sucesso feliz que sabia muito bem que decisões tomar.

          Na realidade, Ann era uma empresária arrojada, aventureira e bem sucedida no ramo da mais moderna tecnologia. Uma Bill Gates de saias, digamos assim. A fortuna que fizera no início da carreira, nuns míseros três anos, devera-se ao planeamento e posterior construção de avançados e ultramodernos protótipos de sistemas de elevada segurança que protegiam, agora, as mais distintas figuras dos governos dos Estados Unidos e de países da Europa e da Ásia, bem como sistemas de segurança menores, mas bastante eficientes, para uso doméstico, vendidos em larga escala para o mundo inteiro. Ann era, agora, presidente da A.G. International Security Sistems.

         Para além de bilionária, Ann era uma linda mulher. Alta e elegante, morena, de cabelo encaracolado, castanho e volumoso, de olhos igualmente castanhos, misteriosos. Os fatos claros de marca que usava praticamente todos os dias, combinados com destreza com sapatos clássicos de salto alto, para trabalhar no enorme edifício repleto de escritórios de que era dona, concediam-lhe um ar de profissional com a qual não era inteligente discutir. E essa era a pura verdade.

         No entanto, nem tudo na vida de Ann era um mar de rosas. Desde os seus 17 anos que escondia no árduo trabalho todo o tipo de problemas pessoais que pudessem causar preocupação à família e amigos ou que pudessem desconcentrá-la. O seu trabalho era a sua concha. Uma máscara para a sociedade, aplicada com a perícia de quem quer uma vida perfeita e prática, longe de sentimentalismos e emoções desmesuradas e inúteis.

Esse forte que erguera à sua volta era praticamente impenetrável e conhecido, apenas, pela sua amiga da juventude e, agora, assistente, Magda Harris, que, desde que conhecera Ann, criara um profundo laço de amizade que acabou por as unir desde os tempos do Secundário até aos dias de hoje.

Um laço de amizade inquebrantável, mesmo quando ambas haviam seguido diferentes cursos, na faculdade, e que as levara a aliar esforços, mais tarde, para construir a grande empresa. Um laço de amizade invisível e intocável, que as levaria muito além do humanamente imaginável, na busca de uma felicidade que o Destino parecia colocar a anos-luz de ambas, mas que poderia estar mais próxima delas do que imaginavam. Essa felicidade estava, mais que tudo, na própria Vontade.

 


o que consta: ,

escrito por Palavreadora às 12:57
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